Cultura
Remoinhos no Sol baralham satélites
Imagens recentes revelam um detalhe inédito da superfície do Sol e explicam a origem do clima espacial em redor da terra e no sistema solar. Até agora o que os cientistas sabiam era que o nosso Sol emite ventos solares que influenciam esse ambiente espacial. Estes ventos podem causar as conhecidas tempestades solares que "afetam o funcionamento de satélites, de infraestruturas no solo e a saúde humana", explica a Agência Espacial Portuguesa.
No entanto, as imagens do telescópio solar mais potente do mundo captaram a raiz do que se sabia até hoje: remoinhos de atividade que nunca antes tinham sido visíveis.
Os cientistas conseguiram ver, com um nível de detalhe inédito, o campo magnético do Sol a ser torcido e deslocado pelo movimento do gás quente.
Este movimento giratório constante é que é a força motriz por trás das explosões de energia do Sol que criam o tal ambiente (ou clima) espacial. David Boboltz, do Observatório Solar Nacional dos EUA (NSO), citado pela BBC, conta que a captação das recentes imagens ajuda a “compreender e, eventualmente, prever o clima espacial.”
Uma vez que “estes movimentos de torção estão a criar energia magnética, que pode acumular-se até produzir essas explosões em grande escala.”
As descobertas, publicadas na revista Nature, foram possíveis graças ao Telescópio Solar Inouye — uma instalação construída num pico elevado no Havai, onde o céu azul límpido está isento de poeira.
Ao ampliar a imagem da superfície do Sol, a equipa captou uma visão detalhada de vórtices em espiral.
Portanto, os astrónomos da NSO sublinham que, para além da necessidade prática de compreender e nos protegermos do clima espacial, as novas descobertas lembram-nos que o Sol é um “laboratório único”.
Tempestades solares
A Agência Espacial Portuguesa explica que “as tempestades solares apresentam sérios riscos para os sistemas de satélites, voos espaciais tripulados e diferentes sistemas eletrónicos na Terra.” Os eventos meteorológicos espaciais moderados são frequentes durante cada ciclo solar de 11 anos.
Os mais preocupantes são os eventos extremos que “ocorrem, em média, apenas uma vez por ciclo. O mais recente grande evento meteorológico espacial ocorreu durante o Halloween, no final de outubro de 2003”.
Há mais registos, por exemplo, no dia 14 de julho de 2000 uma explosão solar provocou curto-circuitos em satélites e afetou as comunicações rádio por todo o mundo e ficou conhecido como o Incidente do Dia da Bastilha.
Os cientistas conseguiram ver, com um nível de detalhe inédito, o campo magnético do Sol a ser torcido e deslocado pelo movimento do gás quente.
Este movimento giratório constante é que é a força motriz por trás das explosões de energia do Sol que criam o tal ambiente (ou clima) espacial. David Boboltz, do Observatório Solar Nacional dos EUA (NSO), citado pela BBC, conta que a captação das recentes imagens ajuda a “compreender e, eventualmente, prever o clima espacial.”
Uma vez que “estes movimentos de torção estão a criar energia magnética, que pode acumular-se até produzir essas explosões em grande escala.”
As descobertas, publicadas na revista Nature, foram possíveis graças ao Telescópio Solar Inouye — uma instalação construída num pico elevado no Havai, onde o céu azul límpido está isento de poeira.
Ao ampliar a imagem da superfície do Sol, a equipa captou uma visão detalhada de vórtices em espiral.
Portanto, os astrónomos da NSO sublinham que, para além da necessidade prática de compreender e nos protegermos do clima espacial, as novas descobertas lembram-nos que o Sol é um “laboratório único”.
Tempestades solares
A Agência Espacial Portuguesa explica que “as tempestades solares apresentam sérios riscos para os sistemas de satélites, voos espaciais tripulados e diferentes sistemas eletrónicos na Terra.” Os eventos meteorológicos espaciais moderados são frequentes durante cada ciclo solar de 11 anos.
Os mais preocupantes são os eventos extremos que “ocorrem, em média, apenas uma vez por ciclo. O mais recente grande evento meteorológico espacial ocorreu durante o Halloween, no final de outubro de 2003”.
Há mais registos, por exemplo, no dia 14 de julho de 2000 uma explosão solar provocou curto-circuitos em satélites e afetou as comunicações rádio por todo o mundo e ficou conhecido como o Incidente do Dia da Bastilha.